Prazer em ser educadora

Graduada em Sociologia Política (USP), História (PUC-SP), Mestre em Ciências Sociais (área educação) UFPE, desde muito jovem me perguntava por que tantas desigualdades sociais no meu país? As respostas que eu obtinha não eram satisfatórias, até que um dia (ensino médio) fiz muitas perguntas a um querido professor de história (Otaviano) e ele me disse: "com tantas dúvidas, acho melhor você estudar História, só ela te saciará ou provocará mais dúvidas ainda, o que fará de você, uma eterna pesquisadora"
Amei aquela resposta desafiadora e assim, paralelo a um período ditatorial me tornei uma mulher questionadora, participante do movimento estudantil universitário, e do primeiro partido da classe de fato trabalhadora do meu país, uma mulher que pouco a pouco vai percebendo o que fizeram com a América Latina, sem nunca deixar de vislumbrar-se com as "coisas" da Europa anglo-francesa.
Aliei a sociologia à história e ambas me dão uma outra visão do mundo, seja nos aspectos econômico-político-sócio-cultural, permitindo-me conviver com as diversidades, com as minorias, sem hipocrisia e independente da mídia distorcida , aprendi a acreditar em meu país.
Assim posso repassar aos meus alunos das mais diversas idades ou classes sociais, o conhecimento que venho adquirindo no decorrer dos tempos, mostrando a eles que devemos nos qualificar, nos especializar, não para tornarmos apenas um profissional rico economicamente, mas para nos transformar em um humanista, sensível à inclusão social, acreditando na mudança de um homem quando tem oportunidades.
Foi assim que acabei de certa forma, influenciando ou alicerçando a ideia de alguns alunos a cursarem História ou Ciências Sociais. A eles (últimos) : Trícia, Dimitri , Amanda, Arlan , Laís... (não é possível citar o nome de todos) eu dedico esse blog e espero poder tirar dúvidas e compartilhar com todos os amantes das ciências humanas.
Muito prazer em ser educadora ... Beth Salvia

domingo, 5 de junho de 2016

II Guerra Mundial

 Segunda Guerra Mundial- 1939/1945
 Foi  o conflito armado de maior escala da história da humanidade até os dias de hoje. O combate envolveu as maiores potências da época que empenharam toda sua economia e política no mesmo, e foi o único a usar armas nucleares dizimando cerca de 70 milhões de pessoas dentre soldados e civis, sendo o conflito mais sangrento da história.
O período que antecede o início da Segunda Guerra é marcado pela crise econômica daquebra da bolsa de Nova York no ano de 1930 que teve seu ponto de início nos Estados Unidos, contudo espalhou-se rapidamente pelo resto do mundo afetando a economia global. Uma das soluções do governo facista foi investir na industrialização de equipamentos bélicos como armas, aviões, navios e tanques.
No período entre guerras (período que consiste entre o fim da Primeira Guerra e início da segunda), podemos notar também o avanço de regimes totalitaristas radicais como o Nazismo encabeçado por Adolf Hitler e o Facismo liderado por Benito Mussolini. Ambas as ideologias espalharam-se pela Europa ganhando força e propondo uma expansão territorial.

Brasil na Segunda Guerra Mundial

O Brasil manteve-se neutro até certo ponto, quando alguns de seus navios começaram a sofrer ataques e o país declarou guerra à Alemanha no ano de 1942, ajudando os Estados Unidos na libertação da Itália que encontrava-se quase que totalmente nas mãos do exército nazista. O país enviou cerca de 400 homens de apoio da Força Aérea Brasileira (FAB), 42 pilotos e 25 mil homens da Foça Expedicionária Brasileira (FEB).

Causas

Em busca pela conquista de territórios, um grupo de países se uniu formando uma aliança de guerra denominada Eixo, que foi liderada por AlemanhaItália e Japão. A Alemanha liderada por Hitler pretendia impor uma nova ordem na Europa disseminando a ideologia nazista e de imposição da raça alemã e exclusão total de minorias como negros, homossexuais, judeus, ciganos e a perseguição de regimes comunistas e socialistas. Itália e Japão estavam interessados em seus próprios propósitos de expansão territorial.
O fato que demarcou o início da Guerra foi a invasão da Polônia pela Alemanha nazista no ano de 1939 tendo como reação imediata declarações de guerra à Alemanha pela França e Inglaterra. Para contrapor o Eixo outra aliança foi formada, a dos Aliados, a qual era liderada pelos Estados UnidosReino Unido e URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas).

Consequências

Após um longo período de combate entre Eixo e Aliança, a Segunda Guerra chegou ao fim apenas no ano de 1945 quando Itália e Alemanha se renderam. O Japão, último país a assinar o tratado de rendição sofreu um ataque nuclear lançado pelos Estados Unidos onde uma bomba atômica explodiu na cidade de Hiroshima dizimando um grande número de cidadãos japoneses inocentes.
O regime nazista foi responsável pela morte de cerca de 2 milhões de poloneses, 4 milhões de pessoas com problemas de saúde (deficientes físicos e mentais) e um número exorbitante de 6 milhões de judeus no massacre que ficou conhecido como Holocausto. Os danos materiais também foram muitos, a guerra arrasou as nações perdedoras e outras envolvidas destruindo cidades inteiras e a vida de milhares de cidadãos. O pagamento de uma indenização para reconstrução das nações derrotadas foi determinado pelos Aliados assim como uma indenização aos países vitoriosos, assinada no Tratado de Paz de Paris.
Ao final da guerra foi criada a Organização das Nações Unidas (ONU), que tinha o propósito de manter a paz entre as nações resolvendo os conflitos de forma pacífica e ajudar as vítimas da Segunda Guerra.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

AS REVOLTAS LIBERAIS DO SÉCULO XIX


Liberalismo – ideologia dominante entre a burguesia industrial opunha-se à monarquia absolutista e a intervenção do Estado na economia e lutava pela adoção de uma Constituição que estabelece-se limites para o governante, garantisse o direitos civis e políticos e assegurasse a propriedade privada e as liberdades individuais.
Nacionalismo – forte entre os povos de mesma origem e cultura, mas ainda não unificados ou sob dominação estrangeira, lutava pela afirmação da ideia de nação, pela unidade politica e pela independência nacional.


                  
O século XIX foi na Europa um período de revoltas e revoluções. Cada um desses momentos teve motivações particulares. Mas todos foram, há um tempo, fruto das mudanças sociais, econômicas e politicas ocorridas no período anterior e uma resposta à restauração das monarquias promovidas pelo Congresso de Viena. A restauração da velha ordem significava autoritarismo e repressão. Contra elas se insurgiram as novas forças sociais surgidas com a Revolução Industrial e influenciadas pelos ideais da Revolução Francesa. Essas forças eram a burguesia liberal, o proletariado e as camadas médias urbanas. Todas elas exigiam mais liberdade. No caso do proletariado, reivindicavam também mais igualdade.

 Os Anos de 1820 e as Revoluções de 1830
                  As revoluções que eclodiram entre 1820 e 1830, foram pautadas por fortes componentes liberais e, em alguns casos também nacionalistas. De modo geral, esses movimentos, caracterizados por alguns historiadores de “primeira onda revolucionária”, foram conspirações militares ou movimentos promovidos por organizações secretas que, em sua maioria acabaram sufocados por forças governamentais. Em destaque a Revolução Liberal do Porto que resultou na aprovação da primeira Constituição portuguesa e obrigou o rei D. João VI que estava no Brasil desde 1808 a retornar para Portugal.
                   A primeira onda revolucionária não chegou a abalar a monarquias europeias. No entanto a “segunda onda revolucionária” (1830) provocou impacto muito mais profundo, principalmente na França. Após a morte de Luís XVIII, em 1824, o país passou a ser governado por Carlos X. De formação ultraconservadora, o novo rei tentou restabelecer o absolutismo, dissolvendo a  Assembleia e impondo censura à imprensa. Em julho de 1830, a população de Paris se revoltou, erguendo barricadas e enfrentando as forças do governo. Depois de três dias de combates nas ruas, Carlos X foi deposto. Em seu lugar subiu ao trono Luís Filipe, duque de Orleans.  A queda de Carlos X na França estimulou uma nova onda de revoltas em diversas regiões da Europa. A Bélgica libertou-se da Holanda, na Polônia insurgiu um movimento nacionalista contra o domínio russo. Na península itálica eclodiram levantes liberais e nacionalistas contra o domínio austríaco.

Revoluções de 1848 - "Primavera dos Povos"
                   Uma no crítico. Assim pode ser definido 1848 na Europa. No campo, uma sucessão de más colheitas iniciada em 1845 tornava dramática a vida da população. Nas cidades, atingidas pela fome e pelo desemprego, a situação das camadas mais pobres da população não era melhor. Nessas circunstancias, manifestações e protestos não tardaram em acontecer. Em 1846, na Galícia austríaca (hoje parte da Polônia) eclodiu uma grande revolta camponesa: em uma só noite, cerca de mil aristocratas foram mortos pela população enfurecida.

A Comuna de Paris
Depois de se envolver em várias guerras e fracassar o governo de Napoleão III é substituído pela proclamação da Terceira República que assinou um acordo de paz com a Prússia. Os trabalhadores não se conformaram com os termos do acordo e se opuseram ao governo. Apoiados pela Guarda Nacional eles tomaram o poder em Paris em março de 1871. Em substituição ao governo burguês, os revolucionários criaram um órgão de poder conhecido como Comuna de Paris. Composta por 90 pessoas eleitas por meio do voto universal masculino, a Comuna contava com a participação de representantes de diversas tendências socialistas. Assim, pela primeira vez na história, ascendia ao poder um governo de origem proletária. A Comuna promoveu a separação entre Estado e Igreja, a administração da cidade foi delegada a funcionários eleitos e as fábricas passaram a ser administradas pelos operários. Os líderes do movimento conclamaram os trabalhadores do interior da França a seguir o exemplo de Paris e constituir comunas autônomas em suas regiões, mas não obtiveram êxito. A Comuna de Paris durou apenas dois meses. Em maio de 1871, tropas enviadas pelo governo de Thiers invadiram a cidade, mataram cerca de 20 mil pessoas entre homens, mulheres e crianças e prenderam outras 38 mil, expulsando os operários do poder e  restabelecendo o governo burguês.

                   Na França, o descontentamento social logo assumiu a forma de revolução. Em fevereiro de 1848, manifestações populares em Paris, seguidas de combates nas ruas, levaram a abdicação do rei Luís Filipe e a proclamação da Segunda República. Formou-se então um governo provisório de maioria burguesa que convocou eleições para uma Assembleia Constituinte. Em junho manifestações operárias reivindicando melhores condições de vida foram violentamente reprimidas pelo governo. Rompia-se assim a aliança entre burguesia liberal, agora no poder, e a classe trabalhadora influencia pelo socialismo. Em dezembro Luís Bonaparte (sobrinho de Napoleão) venceu as eleições presidenciais. Em 1851, ele daria um golpe de Estado autoproclamando-se imperador, com o titulo de Napoleão III, pondo fim à segunda república. Apesar disso, os acontecimentos na França repercutiram por toda a Europa e pelas aspirações que a animavam, essa onda revolucionária ficaria conhecida como Primavera dos Povos.

quarta-feira, 24 de junho de 2015

REGIMES TOTALITÁRIOS

ATENÇÃO: não confundir regimes totalitários (realizados por golpe de civis, podendo ocorrer também no socialismo) com ditaduras militares (realizados por golpes das forças armadas)


 Características Gerais dos  Regimes Totalitários
Partido Único – conduzido por um líder autoritário
Ideologia Oficial – existência de uma ideologia de estado que deve ser seguida por todos os cidadãos
Estado Policial – controle da sociedade por órgãos de repressão política (polícia, exército etc.) e eliminação de oposições, censura dos meios de comunicação, intimidação (terror) física e psicológica.
Propaganda Estatal-   propaganda vigorosa divulgando a ideologia do Estado e promovendo o culto aos líderes do regime.
Fatores:
 Dificuldades do pós-guerra – Havia grandes problemas sociais e econômicos. Havia também a necessidade de reconstruir obras públicas, restabelecer a indústria, gerar empregos e pagar dívidas de guerra.
Crise do Capitalismo internacional – a recessão dos EUA afetou a Europa, aumentando a os índices de inflação e desemprego. Houve tensão entre classes sociais.
Fragilidade das democracias liberais – Os governos da Europa, em sua maioria democráticos liberais, não conseguiam mais administrar as crises do momento. As elites (industriais, banqueiros, comerciantes), preocupadas com o futuro, decidiram dar apoio à formação de governos autoritários, capazes de recompor a ordem social e capitalista.
Avanço do socialismo – Com a crise do capitalismo, o socialismo cresceu e preocupava as elites que, por isso, apoiaram a ascensão das correntes totalitárias que prometiam acabar com o socialismo: o Fascismo e o Nazismo.
FASCISMO
A palavra fascismo tem suas origens no termo latino “fasci”(feixe), e, na Roma Antiga representava um principio de autoridade. O feixe de varas paralelas, entrecortadas por um machado, era, assim, um símbolo da autoridade  magistrados romanos. Em 23 de março de 1919, foi fundado o movimento fascista pelo Mussolini, na cidade de Milão. Entre os membros fundadores estavam os líderes revolucionários sindicalistas Agostino Lanzillo e Michele Bianchini. Os fascistas, em 1922, organizaram uma marcha sobre Roma, pois pretendiam tomar o poder militarmente e ocupar prédios públicos e estações ferroviárias, exigindo a formação de um novo  gabinete. Os fascistas, em 1923, passaram a desenvolver um programa de separação da Igreja do Estado, um exército nacional, um imposto progressivo, desenvolvimento de cooperativas e principalmente a República italiana. O fascismo na Itália foi estabelecido uma década antes da chegada de Hitler (nazismo) ao poder, tendo em vista o contexto da Itália na Primeira Guerra e devido a um medo de que os socialistas, comunistas e anarquistas (esquerdistas) tomassem o poder, Mussolini conseguiu chegar ao poder na Itália, como primeiro ministro italiano e assim permitiu o sindicalismo, embora controlado pelo estado.
ACEITA
- O nacionalismo exagerado, uma vez que para os fascistas, a nação é o bem supremo, e em nome dela qualquer tipo de sacrifício deve ser exigido dos indivíduos.
- O racismo, uma vez que é preciso “purificar” o elemento nacional de qualquer tipo de “contaminação” do sangue.
- O expansionismo, visto como uma necessidade básica para os “povos vigorosos e dotados de vontade”. As fronteiras devem ser alargadas para se conquistar o “espaço vital”
- O militarismo, essencial à expansão e à afirmação do elemento nacional e racial.
- A submissão de todos ao estado, que deve ser forte e inquestionável, entendido pelos fascistas como catalisador da vontade nacional, instrumento da vontade coletiva.
- O unipartidarismo, considerando-se que para os fascistas o pluripartidarismo conduz a divisão.
- O culto ao chefe, entendido como o líder, o guia infalível aquele que encarna em si a vontade nacional (ex: Hitler, Mussolini)
- A construção de um novo homem, moldado segundo a visão do partido, do estado, do líder. Este novo homem deve ser viril, insensível em relação aos fracos, porta voz da vontade nacional, etnicamente puro, intuitivo, capaz de executar sem discutir, hierarquizado e obediente.
NAZISMO - A expressão “Nazismo” deriva da sigla “Nazi”, que foi usada como abreviatura para o “Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães”, organizado por Adolf Hitler na década de 1920. Para se compreender as principais características do Nazismo é necessário saber algumas informações importantes sobre o contexto no qual ele se desenvolveu.
Em 1919, ao fim da Primeira Guerra Mundial, a Alemanha, tendo perdido a guerra, foi submetida a humilhações e cobranças por parte dos países vencedores. A população ficou marcada por essas humilhações e por vários outros efeitos da guerra, que se refletiam em todos os setores: econômico, social, cultural etc. Essa atmosfera pós-Primeira Guerra produziu um enorme ressentimento nos alemães com relação aos outros países, fato que revigorava o extremismo nacionalista na Alemanha, originado ainda na segunda metade do século XIX.
A reorganização política da Alemanha após a Primeira Guerra ficou conhecida como a República de Weimar, cidade onde foi elaborada a constituição que deu as novas diretrizes políticas ao país. O Nazismo se articulou dentro da República de Weimar, junto com vários outros partidos e facções políticas e paramilitares que fizeram pressão contra o novo poder instituído. Dentre essas outras facções havia o movimento espartaquista, uma facção comunista influenciada pela Revolução Russa de 1917 e liderada por Rosa Luxemburgo.
Do ponto de vista econômico, a República de Weimar conseguiu resultados satisfatórios entre os anos de 1924 e 1929, principalmente por conta de investimentos estrangeiros, sobretudo vindos dos Estados Unidos. Entretanto, com a Grande Depressão Americana, a Quebra da Bolsa de Valores de Nova Iorque em 1929, a economia alemã naufragou junto com a de seu principal investidor. Essa nova situação de declínio econômico favoreceu a radicalização das propostas do Nazismo.
Adolf Hitler, nascido em 1889 na Áustria, havia participado da Primeira Guerra como soldado combatente da Tríplice Aliança. Após a guerra, Hitler passou a integrar um grupo de ex combatentes, de trabalhadores e de membros da classe média alemã que passou a desenvolver uma ideologia cujo objetivo era resgatar a dignidade política da Alemanha, o passado glorioso alemão, isto é: dar continuidade aos dois grandes impérios que a Alemanha já havia protagonizado. Esse grupo fundou o Partido Nazista, que se tornou o suporte político para o desenvolvimento do que Hitler denominou “Terceiro Império” (Terceiro Reich).
Ainda antes da derrocada econômica de 1929, Hitler e seus aliados tentaram tomar o poder. Em 1923, os nazistas articularam um golpe no estado da Baviera e acabaram sendo presos e condenados. Na prisão, Hitler aperfeiçoou sua ideologia e a deixou registrada no livro “Minha Luta” (“Mein Kampf”). Todo o programa que o Partido Nazista viria a executar estava nesse livro. Através do Partido Nazista, Hitler conseguiu, gradativamente, eleger representantes no parlamento da República de Weimar e também chegar ao segundo posto mais importante da chefia do país: o de chanceler, ficando apenas abaixo do presidente Von Hindenburg.
Em 1933, após o parlamento alemão ter sido criminosamente incendiado (e o crime ter sido reportado aos comunistas), Hitler e os nazistas passaram a pressionar o presidente Hindenburg a lhe dar maiores poderes. A partir deste ano começou propriamente a ditadura nazista. Com a morte de Hindenburg, em 1934, Hitler agregou à sua pessoa os títulos de chanceler, de presidente e de “fürer”, senhor e líder, de todos os alemães. O regime nazista passou a ter um caráter completamente totalitário.
Características Específicas
-O controle da população por meio da propaganda seria uma de suas principais ferramentas. O uso do rádio e do cinema foram decisivos neste processo para que as ideias nazistas fossem propagadas.
-O antissemitismo era uma dessas ideias. O ódio aos judeus, a quem Hitler atribuía a culpa por vários problemas que a Alemanha enfrentava, sobretudo problemas de ordem econômica, intensificou-se no período nazista. Fato este que culminou no Holocausto – morte de mais de 6 milhões de pessoas em campos de concentração, dentre elas, a maioria de judeus.
-A noção racista e eugenista da superioridade do homem branco germânico, ou da raça ariana
- A construção de um “espaço vital” para que esta raça construísse seu império mundial. Esse espaço vital compreendia vastas regiões do continente europeu, que segundo os planos de Hitler deveriam ser invadidas e conquistadas pelos germânicos, já que a raça estava incumbida, por conta de sua superioridade, de se tornar “senhora” sobre os outros povos.
As ideias de Hitler convenceram boa parte da população alemã, que criam que sua figura de líder era a garantia de uma Alemanha próspera e triunfante. Essas características do nazismo conduziram a Alemanha à Segunda Guerra Mundial, uma guerra ainda mais sangrenta que a anterior, e ao horror da “indústria da morte” verificada nos campos de extermínio.
SALAZARISMO -No início do século XX, Portugal sofreu uma reforma política que instituiu um governo de caráter republicano. A nova forma de organização do cenário político não foi capaz de resistir a todos os problemas sofridos no continente europeu com a Primeira Guerra e a crise de 1929. A situação calamitosa da população trabalhadora acabou instaurando um cenário politicamente instável aproveitado pelos militares, que realizaram um golpe de Estado em 1926.
Inspirado em ideias de extrema direita, o governo ditatorial impunha suas ações e realizava franca oposição aos movimentos socialista e comunista do país. Esse processo de cisão política alcançou seu auge quando o general Antonio Carmona assumiu o poder do governo lusitano. Fortemente influenciado pelo ideário nazifascista, elaborou a constituição de um Estado forte aclamado pelas elites nacionais.
Ao ocupar o cargo de primeiro-ministro em Portugal, Carmona convocou Antônio de Oliveira Salazar para que ocupasse a pasta do Ministério da Fazenda. Durante o tempo em que ocupou a função, Salazar promoveu um conjunto de ações econômicas que favorecia diretamente a grande burguesia lusitana. O apoio concedido a esse setor acabou por conduzi-lo ao governo português em 1932.
Na condição de chefe de governo, Antonio Salazar impôs uma nova carta constitucional com traços explicitamente inspirados nos ditames do fascismo italiano.
Características:  censura dos meios de comunicação; a proibição dos movimentos grevistas e a criação de um sistema político unipartidário. A partir de então, se instalava uma dos mais duradouros dos regimes totalitários.
Somente com a morte de Salazar, acontecida em 1970, um movimento revolucionário de caráter liberal tomou conta do cenário português. Em 1974, o movimento de transformação política atingiu seu auge com a deflagração da chamada Revolução dos Cravos - movimento que derrubou o regime salazarista em Portugal, em 1974, de forma a estabelecer as liberdades democráticas promovendo transformações sociais no
Portugal manteve-se neutro durante a Segunda Guerra Mundial e a  recusa em conceder independência às colônias africanas estimulou movimentos guerrilheiros de libertação em Moçambique, Guiné-Bissau e Angola. Em 1968 Salazar sofreu um derrame cerebral e foi substituído por seu ex-ministro Marcelo Caetano, que prosseguiu com sua política. A decadência econômica e o desgaste com a guerra colonial provocaram descontentamento na população e nas forças armadas. Isso favoreceu a aparição de um movimento contra a ditadura.
No dia 25 de abril de 1974, explode a revolução. A senha para o início do movimento foi dada à meia-noite através de uma emissora de rádio, a senha era uma música proibida pela censura, Grândula Vila Morena, de Zeca Afonso. Os militares fizeram com que Marcelo Caetano fosse deposto, o que resultou na sua fuga para o Brasil. A presidência de Portugal foi assumida pelo general António de Spínola. A população saiu às ruas para comemorar o fim da ditadura e distribuiu cravos, a flor nacional, aos soldados rebeldes em forma de agradecimento.
FRANQUISMO-Após a crise de 1929, a Espanha passou a viver um agitado cenário político marcado pela atuação de setores de esquerda e direita. No ano de 1931, um governo republicano foi instalado com o objetivo de renovar as práticas políticas espanholas e prover uma solução aos problemas econômicos que assolavam o país. Nesse contexto, conservadores e socialistas se alternavam no poder demonstrando a ausência de um grupo político hegemônico. Os sociais democratas   dominaram o governo espanhol até 1934, quando os setores de direita conseguiram chegar ao poder. Dois anos mais tarde, os liberais, republicanos, socialistas e comunistas formaram uma grande frente de coalizão chamada de Frente Popular. Buscando garantir a democracia e atender os anseios dos trabalhadores, esse grupo de “esquerda” conseguiu voltar ao poder na Espanha. Imediatamente, os conservadores de extrema direta passaram os militares na instalação de uma ditadura.
Em 1936, membros do exército espanhol como Gonzalo Queipo, Emilio Mola, José Sanjuro e Francisco Franco lideraram uma tentativa de golpe. Para dar sustentação à ação golpista, buscaram o apoio de um grupo de ultra-direita composto por conservadores chamado Falange. No entanto, a tentativa de tomada do poder foi impedida pela ação de milícias de trabalhadores que não aceitavam o surgimento de uma ditadura em território espanhol.
Em contrapartida, o domínio dos militares sobre as forças armadas do país estabeleceu uma polarização política que deu início à chamada Guerra Civil Espanhola. Enquanto os militares tinham o apoio de monarquistas e fascistas na tentativa de instalação da Ditadura; os grupos republicanos contaram com a participação de socialistas, trabalhadores e tropas internacionais vindas de países como a União Soviética e a França.
Observando a possibilidade de ascensão de mais um regime totalitário, chefes de outros regimes conservadores, como Adolf Hitler, Benito Mussolini e Antonio Salazar cederam tropas em favor dos militares golpistas. Além disso, governantes como Hitler e Mussolini aproveitaram do conflito para testar o potencial destrutivo do grande arsenal militar que haviam formado. Em 1937, por exemplo, as forças alemãs comandaram um bombardeio aéreo que destruiu a cidade espanhola de Guernica.
No início de 1939, os militares conseguiram vencer a guerra civil e estabelecer um governo totalitário comandado por Francisco Franco. A partir de então, o chamado “franquismo ou falangismo demonstrou caráter autoritário e personalista do governo do general-ditador que dominou a Espanha por várias décadas, o regime foi apoiado pela Igreja Católica, discordava com a ideologia marxista e pelo Exército. O fim do regime  só ocorreu  com a morte de  Francisco Franco em 1975, o que abriu espaço para a transição para uma democracia parlamentar. Em 2006, as Cortes Espanholas e o Parlamento Europeu condenaram o Franquismo com a justificava de que há provas suficientes para demonstrar que os direitos humanos foram violados durante o período de governo do ditador.

EXERCÍCIOS
1- (FUVEST) O período entre as duas guerras mundiais (1919-1939) foi marcado por:
a) crise do capitalismo, do liberalismo e da democracia e polarização ideológica entre fascismo e comunismo.
b) sucesso do capitalismo, do liberalismo e da democracia e coexistência fraterna entre fascismo e comunismo.
c) estagnação das economias socialista e capitalista e aliança entre os E.U.A. e a U.R.S.S. para deter o avanço fascista na Europa.
d) prosperidade das economias capitalista e socialista e aparecimento da guerra fria entre os E.U.A e a U.R.S.S.
e) coexistência pacífica entre os blocos americano e soviético e surgimento do capitalismo monopolista.

2-(Puccamp) "O Fascismo italiano e o Nazismo alemão conquistaram o respaldo de muitos setores da população, conseguindo um financiamento junto à alta burguesia. Assim puderam resolver a crise do capitalismo, com a instalação de ditaduras de direita que garantiram a ordem do sistema, os lucros e as propriedades."
Servindo de exemplo a muitos países também atingidos pelos efeitos da Grande Depressão, o totalitarismo
a) reforçou o desenvolvimento armamentista, preparando o terreno para a eclosão da Segunda Guerra Mundial.
b) transformou a Alemanha no país mais rico e poderoso da Europa, ameaçada em sua supremacia apenas pela Dinamarca.
c) organizou e contribuiu para a evolução do bloco capitalista, sob o controle dos Estados Unidos.
d) desenvolveu a tendência de cooperação entre os Estados.
e) reacendeu as velhas disputas nacionalistas existentes, desde o século XIX, entre a Grécia e a Turquia.

3-(UFMG) A experiência nazista alemã inaugurou uma nova modalidade na política: as grandes manifestações de massa.
Todas as alternativas apresentam afirmações que contêm estratégias utilizadas na mobilização das massas no período nazista, EXCETO:
a) O 'Fuhrer' estimulou o uso do uniforme para dissimular as diferenças sociais e projetar a imagem dos alemães como uma nação coesa.
b) O governo alemão atribuía enorme importância à política de rua pela capacidade de ela transmitir sensação de conforto e encorajamento à multidão.
c) O governo nazista musicou, filmou e teatralizou os assuntos políticos para atrair a multidão aos eventos públicos.
d) O governo alemão estimulou linchamentos e execuções em praça pública visando ao incitamento ideológico e à difusão do ódio racial contra os muçulmanos.
e) Os nazistas organizaram paradas, desfiles e concentrações de rua como grandes espetáculos, com a intenção de emocionar e contagiar a multidão.

4-(Cesgranrio) Entre Mussolini e Hitler, há em seus programas, pontos em comum, como a:
a) mobilização contínua das massas através de apelos nacionalistas e a manutenção de uma política de apoio aos socialistas.
b) ideia de centralização administrativa e o fortalecimento dos mercados de troca, principalmente ingleses.
c) organização militar da juventude e a não-intervenção do Estado na vida econômica e política.
d) necessidade de fortalecimento do Estado e a adoção do corporativismo como base da reestruturação das relações sociais.
e) produção de um ideal bélico que acentuasse o gênio militar dos fascistas e a incorporação das minorias étnicas ao Estado com plena liberdade.

5-(Cesgranrio) Em relação ao período compreendido entre as duas guerras mundiais (de 1919 a 39), caracterizado pela crise do Estado e da sociedade liberal, assinale a afirmativa correta:
a) O nazismo consolidou uma política interna de miscigenação racial e social visando a preparar a Alemanha para a expansão territorial.
b) O fascismo encontrou dificuldades sucessivas para implantar o corporativismo, pois sofreu uma violenta oposição dos setores conservadores da burguesia e da classe média italiana.
c) A ausência de uma política de autossuficiência obrigou os regimes nazifascistas a compensar suas deficiências econômicas com o expansionismo militar.
d) A expansão da doutrina comunista na Europa, com a consolidação da Revolução Russa, favoreceu a Aliança com os comunistas italianos e alemães, cujo apoio propiciou a ascensão nazifascista.
e) Nazismo e fascismo são doutrinas baseadas no nacionalismo e no totalitarismo, cuja política intervencionista buscava a estabilidade do Estado.

6-(UFMG) A experiência nazista alemã inaugurou uma nova modalidade na política: as grandes manifestações de massa.
Todas as alternativas apresentam afirmações que contêm estratégias utilizadas na mobilização das massas no período nazista, EXCETO:
a) O 'Fuhrer' estimulou o uso do uniforme para dissimular as diferenças sociais e projetar a imagem dos alemães como uma nação coesa.
b) O governo alemão atribuía enorme importância à política de rua pela capacidade de ela transmitir sensação de conforto e encorajamento à multidão.
c) O governo nazista musicou, filmou e teatralizou os assuntos políticos para atrair a multidão aos eventos públicos.
d) O governo alemão estimulou linchamentos e execuções em praça pública visando ao incitamento ideológico e à difusão do ódio racial contra os muçulmanos.
e) Os nazistas organizaram paradas, desfiles e concentrações de rua como grandes espetáculos, com a intenção de emocionar e contagiar a multidão.

7-(Unitau) O Nazismo e o Fascismo surgiram:
a) do desenvolvimento de partidos nacionalistas, com pregações em favor de um Executivo forte, totalitário, com o objetivo de solucionar crises generalizadas diante da desorganização, após a Primeira Guerra Mundial.
b) da esperança de conseguir estabilidade na união das "doutrinas liberais" de tendências individualistas.
c) com a instituição do parlamentarismo da Itália e na Alemanha, agregando partidos populares.
d) com o enfraquecimento da alta burguesia e o apoio do governo às camadas lideradas pelos sindicatos e socialistas.
e) do coletivismo pregado pelos marxistas.

1) (Cesgranrio) Em relação a o período compreendido
entre as duas guerras mundiais (de 1919 a 39), caracterizado pela crise do Estado e da sociedade liberal, assinale a afirmativa correta.

a) O nazismo consolidou uma política interna de miscigenação racial e social visando a preparar a Alemanha para a expansão territorial.
b) O fascismo encontrou dificuldades sucessivas para implantar o corporativismo, pois sofreu uma violenta oposição dos setores conservadores da burguesia e da classe média italiana.
c) A ausência de uma política de auto-suficiência obrigou os regimes nazi-fascistas a compensar suas deficiências econômicas com o expansionismo militar.
d) A expansão da doutrina comunista na Europa, com a consolidação da Revolução Russa, favoreceu a Aliança com os comunistas italianos e alemães, cujo apoio propiciou a ascensão nazi-fascista.
e) Nazismo e fascismo são doutrinas baseadas no nacionalismo e no totalitarismo, cuja política intervencionista buscava a estabilidade do Estado. 
2- (Faap) Sobre os movimentos fascistas afirma-se:

I. Os movimentos fascistas se enquadram nos totalitarismos de direita, que visam garantir a propriedade privada contra o avanço político dos comunistas.
II. Como o avanço eleitoral dos comunistas é sempre maior em época de crise econômica e social, o período posterior à 1• Guerra Mundial foi propício aos extremismos políticos.
III. Na Itália, onde primeiramente se definiu o totalitarismo de direita, constituiu-se um Estado corporativista, uma ideologia militarista, expansionista e de exaltação nacional.
IV. Na Alemanha os azares da guerra e a depressão dos anos 30 propiciaram a tomada do poder por Hitler, que definiu um Estado totalitário, monopartidário intervencionista, militarista, nacionalista, expansionista e acima de tudo, racista. direita no mesmo período, como por exemplo a Espanha e Portugal.
São corretas as afirmações:
a) I - III e V apenas
b) II e IV apenas
c) I - II e III apenas
d) III e IV apenas
e) todas são corretas


3- (Fuvest) O regime franquista espanhol (1939-1975) pode ser caracterizado como:

a) uma ditadura de tipo misto, que se baseou tanto no poder do general Franco quanto na figura carismática do
reb) uma ditadura fascista, semelhante à de Mussolini, procurando converter a região do Mediterrâneo em área sob sua influência.
c) uma ditadura pessoal, baseada exclusivamente na figura do general Franco, que recusou a formação de instituições coletivas.
d) uma ditadura fascista, idêntica à de Mussolini e de Hitler, a ponto de o general Franco enviar tropas para combater a União Soviética.
e) uma ditadura fascista, que evitou amplas mobilizações de massa, com forte influência católica

4- (Mack) Ainda uma recordação, uma recordação pessoal: você sabe que, em 1937 menos de um ano depois do início da guerra civil na Espanha, a Legião Condor, a legião dos alemães nazistas posta à disposição do general Franco, bombardeou a pequena cidade basca de Guernica, destruindo-a completamente. Pierre Villar
Assinale a alternativa que apresenta a doutrina ideológica comum entre os comandantes da Legião Condor, citada no texto, e o general espanhol Francisco Franco.

a) Comunista
b) Fascista
c) Socialista
d) Anarquista
e) Liberal

  5- (UFMG) Leia este trecho:

Sei que estás em festa, pá
Fico contente
E enquanto estou ausente
Guarda um cravo para mim
Chico Buarque, Tanto mar (1a versão)

Nesse trecho de canção, o autor refere-se ao movimento que:

A) derrubou a ditadura portuguesa estabelecida por Salazar.
B) mobilizou a população brasileira a favor das “diretas já”.
C) redemocratizou o Paraguai ao derrubar o General Stroessner.
D) derrotou o governo fascista de Franco na Espanha. 

6- (Vunesp) Analise as afirmações sobre a Espanha no período Entre Guerras.

I. A guerra civil durou poucos meses, com a vitória dos republicanos e o apoio maciço da Igreja às forças reformistas de esquerda.
II. Em 1923, o general Primo de Rivera, chefiando um diretório militar, tomou o poder, substituindo o governo constitucional e reconhecendo o Rei Afonso XIII.
III. A aliança de Francisco Franco com o presidente português Antônio de Oliveira Salazar garantiu uma transição democrática tranquila na Península Ibérica, preservando as tradições econômicas e culturais da região.
IV. Em 1936, a Frente Popular, composta por partidos de esquerda das mais variadas tendências, venceu as eleições, iniciando um programa de reformas agrárias e de ataques à Igreja.
V. A Falange era o único partido fascista espanhol legalmente reconhecido durante a ditadura de Francisco Franco.
Estão corretas apenas as afirmativas
A) I, II e III.
B) I, III e IV.
C) II, III e IV.
D) II, IV e V.
E) III, IV e V

7-(Vunesp) Analise as afirmações sobre a Espanha no período Entre Guerras.

I. A guerra civil durou poucos meses, com a vitória dos republicanos e o apoio maciço da Igreja às forças reformistas de esquerda.
II. Em 1923, o general Primo de Rivera, chefiando um diretório militar, tomou o poder, substituindo o governo
constitucional e reconhecendo o Rei Afonso XIII.
III. A aliança de Francisco Franco com o presidente português Antônio de Oliveira Salazar garantiu uma transição democrática tranquila na Península Ibérica, preservando as tradições econômicas e culturais da região.
IV. Em 1936, a Frente Popular, composta por partidos de esquerda das mais variadas tendências, venceu as eleições, iniciando um programa de reformas agrárias e de ataques à Igreja.
V. A Falange era o único partido fascista espanhol legalmente reconhecido durante a ditadura de Francisco Franco.
Estão corretas apenas as afirmativas
A) I, II e III.
B) I, III e IV.
C) II, III e IV.
D) II, IV e V.
E) III, IV e V

8- (UFV) Na Europa e em outras partes do mundo, o fascismo italiano serviu de inspiração para regimes autoritários. Em Portugal, por exemplo, instaurou-se o regime salazarista, que seria extinto na década de 1970, com a Revolução dos Cravos.

Com base nos seus conhecimentos, assinale a alternativa correta sobre os fatores que explicam a queda do salazarismo.

a) O apoio aos golpes militares ocorridos na América Latina, em especial no Brasil, ocasionando forte pressão dos Estados Unidos sobre o regime salazarista.
b) O ingresso na Comunidade Econômica Europeia, exigindo de Portugal a adoção de princípios democráticos, como a realização de eleições diretas para a escolha dos governantes.
c) A crise decorrente do envolvimento do regime salazarista na Guerra Civil Espanhola, cujos gastos provocaram o aumento do custo de vida em Portugal.
d) A crescente aproximação de Salazar com o Partido Comunista Português, gerando insatisfação entre as elites empresariais e setores conservadores da sociedade.
e) A decadência econômica e o desgaste com as guerras coloniais, desde o início da década de 1960, provocando descontentamento nas Forças Armadas e na população.

9-A inspiração para a formação do Estado Novo salazarista em Portugal, na década de 1930, veio das mudanças operadas por Benito Mussolini na Itália, alguns anos antes. Nesse modelo de organização estatal, o objetivo era buscar a harmonia social entre as diferentes classes sociais através de uma articulação que tinha o Estado como mediador, essa articulação ficou conhecida como:

a)socialismo
b)cooperativismo
c)corporativismo
d)liberalismo
e)comunismo


10-Uma das faces mais perigosas da crise econômica vivida nas últimas décadas é o surgimento, em muitos países, de grupos neonazistas, quase sempre formados por jovens de origem pobre, filhos de operários ou trabalhadores pouco qualificados.
         Sobre esses grupos é correto afirmar que:

a)têm ideias nacionalistas, muitas vezes xenófobas,  contrárias às minorias, aos imigrantes e favoráveis à violência.
b)têm ideias internacionalistas, xenófobas, contrárias às minorias, aos imigrantes e pacifistas.
c)têm ideias internacionalistas, pregam o pacifismo, são favoráveis às minorias, e aceitam dividir suas riquezas com os mais pobres.
d)uma atuação internacional, xenófoba, a favor das minorias, dos imigrantes e favoráveis à violência.
e)não representam uma ameaça à democracia, pois não são violentos e pregam uma integração com os imigrantes dos países mais pobres.








terça-feira, 24 de março de 2015

Movimentos Sociais no Brasil

Movimentos sociais no Brasil

A manifestação ou o protesto, da forma como todos nós temos acompanhado nas últimas semanas em nosso país, expressa uma reação de caráter público onde os manifestantes se organizam com o objetivo de terem suas opiniões ouvidas em uma tentativa de influenciar a política de governo.
A recente onda de protestos no Brasil foi desencadeada quando os governos de São Paulo e do Rio de Janeiro decidiram aumentar a passagem de ônibus em R$ 0,20. A população logo se uniu e tomou as ruas para protestar contra o aumento que, segundo os manifestantes, não está ligado ao valor da passagem, que passaria para R$ 3,20, mas sim com o transporte e os serviços públicos caóticos do país.
Vídeos e fotos mostraram que a maior parte do movimento era pacífico, com isso outros brasileiros foram para as ruas e apoiaram os protestantes. A população passou a questionar: como assim o país gasta tanto com uma Copa do Mundo e não tem boas escolas, ou hospitais de qualidade? As manifestações tomaram as ruas das principais capitais e repercutiram também no exterior.
E não é de hoje que o brasileiro vai a luta por seus direitos, por um país mais democrático e cidadão. Em alguns momentos da história do nosso país, atos como estes já se repetiram.
1922 – PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA
A monarquia existiu no Brasil de 1822 a 1889. Porém algumas crises como a censura, a interferência de D. Pedro II nas questões religiosas e o fortalecimento do movimento republicano, desencadearam muita insatisfação. Num movimento mais elitizado, a população da época uniu-se a Marechal Deodoro da Fonseca, que após um golpe militar, instaurou a Proclamação da República no dia 15 de novembro de 1889, na então capital do Brasil, Rio de Janeiro. Naquele momento surgiu a República Federativa e Presidencialista no nosso país, sendo o próprio Marechal da Fonseca quem assumiu a primeira presidência.
1964 – GOLPE MILITAR
Naquele ano, um comício foi organizado pelo presidente do Brasil, João Goulart, no Rio de Janeiro e serviu como estopim para o golpe. Foi neste cenário que depois de um encontro com trabalhadores, João Goulart foi deposto e teve que fugir para o Rio Grande do Sul e, em seguida, para o Uruguai. Desta maneira, o Chefe Maior do Exército, General Humberto Castelo Branco, tornou-se presidente do Brasil. As principais cidades brasileiras foram tomadas por soldados armados, tanques, jipes, entre outros. O golpe militar de 1964 foi amplamente apoiado à época e um dos motivos que conduziram o manifesto foi uma campanha, organizada pelos meios de comunicação, para convencer as pessoas de que o presidente levaria o Brasil a um tipo de governo comunista, algo que a população considerava inadmissível.
1984 – DIRETAS JÁ!
Um movimento político democrático com grande participação popular, no qual o principal objetivo era estabelecer as eleições diretas para presidente da República do Brasil.
Inflação alta, grande dívida externa e desemprego, expunham a crise do sistema. Os militares, ainda no poder, pregavam uma transição democrática lenta, ao passo que perdiam o apoio da sociedade, que insatisfeita, queria o fim do regime o mais rápido possível.
Durante o movimento ocorreram diversas manifestações nas cidades brasileiras.
Depois de duas décadas intimidada pela repressão, o movimento das “Diretas Já” ressuscitou a esperança e a coragem da população. Além de poder eleger um representante, a eleição direta sinalizava mudanças também econômicas e sociais. Lideranças estudantis, da UNE (União Nacional dos Estudantes), sindicatos como a CUT (Central Única dos Trabalhadores), intelectuais, artistas e religiosos reforçaram o coro pelas “Diretas Já”.
Em 25 de abril de 1984, a emenda constitucional das eleições diretas foi colocada em votação. Porém, para a desilusão do povo brasileiro, ela não foi aprovada. As eleições diretas para presidente do Brasil só ocorreram em 1989, após ser estabelecida na Constituição de 1988.
1992 – IMPEACHMENT
Após muitos anos de ditadura militar e eleições indiretas, uma campanha popular tomou as ruas para pedir o afastamento de Fernando Collor de Melo do cargo de presidente. Acusado de corrupção e esquemas ilegais em seu governo, a campanha “Fora Collor” mobilizou muitos estudantes que saíram às ruas com as caras pintadas para protestar contra o presidente corrupto.  No dia 29 de setembro de 1992 cerca de 100 mil pessoas acompanharam a votação do impeachment de Collor em torno do Congresso, o qual foi aprovado tendo 441 votos favoráveis e apenas 38 contrários. Fernando Collor correu para renunciar e não perder seus direitos políticos, mas já era tarde. Mesmo renunciando, o presidente foi caçado e impedido de concorrer em eleições por muitos anos. Era a conquista do movimento “Fora Collor” que representou a grande pressão exercida pela população.
2013 – PROTESTOS
Considerada a maior das últimas décadas, as atuais manifestações abrangem grande parte das cidades brasileiras e considera-se que resultam do fato de que os cidadãos “caíram na realidade”. Um ato que começou no dia 06 de junho, devido os altos valores das passagens dos transportes públicos, hoje inclui novas bandeiras, como a luta por um país com melhor qualidade de vida, principalmente nos setores de educação e saúde, fim da violência policial e da corrupção, apuração nos gastos das obras da Copa do Mundo, entre outros fatores que têm causado insatisfação geral.
Seguidos de protestos diários, até o momento 12 prefeitos das principais capitais do país já baixaram os preços das tarifas das passagens.
Segundo estudo do DataFolha, 84% dos participantes dos manifestos não têm preferência por qualquer partido político, 71% estão pela primeira vez num protesto e 53% têm menos de 25 anos. Os dados mostram também um maior peso de estudantes e de pessoas com ensino superior.
O Facebook e a Internet tiveram um papel importante, 81% das pessoas souberam da manifestação pela rede social e 85% pesquisaram informações em sites.
O episódio do dia 15 de março de 2015, não é considerado movimento social, é apenas um protesto porque não teve liderança, objetivos e reivindicações definidas

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

ALEMANHA




A ALEMANHA PRÉ-INDUSTRIAL
É importante destacar  que embora o processo industrial alemão tenha sido tardio (XIX),  a Alemanha pré-industrial não se caracterizava pelo sub-desenvolvimento. Portos, cidades comerciais e bancos alemães eram fortes atores na economia europeia. A contribuição alemã para as ciências, para a literatura e para a música eram de grande magnitute. Também os alemães foram os que formularam as exigências da Reforma Protestante, que ajudara na autonomia dos Estados frente à Igreja Católica. Tal industrialização tardia pode ser considerada por seu sistema político descentralizado e sobretudo à existência (e persistência) de relações de caráter feudal e semifeudal (servidão) em suas regiões de maiores riquezas potenciais.
Com a Paz de Westfália (tratados de paz que encerrando a Guerra dos 30 Anos), a Alemanha foi dividida politicamente fora um grande entrave ao processo de industrialização. A classe dominante, dos senhores de terra, tinham seus interesses principalmente voltados para a manutenção das relações vigentes de trabalho e excedente, o que impossibilitava maiores avanços industriais. Coube ao Estado Prussiano o papel impulsionador da industria para que pudesse suprir interesses do mesmo como suprir necessidades do exército, diminuir a dependência de produtos estrangeiros, sobretudo dos ingleses e franceses. Tais ações eram burocraticamente controladas e dependiam em larga escala da eficiência administrativa dos oficiais do Estado. Tal centralização é fundamental para entendermos as razões pelo qual o desenvolvimento industrial alemão se deu basicamente através de grandes conglomerados, monopólios ou oligopólios.
A partir da Zollverien (união econômica entre as regiões alemãs) é que as bases para a desenvolvimento industrial são lançados. Com tarifas unificadas. O objetivo de impulsionar o comércio e indústria nacional, aos poucos vai se concretizando. A criação do Banco da Prússia em 1846, a expansão ferroviária vertiginosa, transformações na política como a Confederação da Germânia do Norte, o processo substitutivo de importações e altas taxas protecionistas, foram os  elementos responsáveis para a revolução industrial que se sucedeu à unificação alemã em 1871.
A partir deste momento, a Alemanha experimenta o seu período de revolução industrial, que se estende até 1914 onde tal poderio é parte fundamental das razões que levaram à Primeira Grande Guerra.
A INDÚSTRIA ALEMÃ
Como já antecipamos, a indústria alemã é fortemente caracterizada por conglomerados, monopólios e oligopólios que são facilmente explicados pela política realizada pela Prússia Cameralista e também pelo I Reich (Império), de intervenção em prol de cartéis e de altas barreiras protecionistas.
Uma das principais razões para o rápido avanço da indústria alemã foram fatores que a diferenciavam das demais industrias européias entre eles o alto grau de instrução da classe trabalhadora. Tal nível de educação foram fundamentais para o desenvolvimento de tecnologias eficientes e o alto nível de inovação apresentado por todos os setores. Outra grande razão para o sucesso alemão foi a articulação financeira entre os seus bancose indústrias, tanto privados quanto bancos de fomento públicos. Os cartéis permitiam que bancos e indústrias tivessem sempre o retorno desejado com os investimentos, o que incentivava cada vez mais a expansão industrial e tecnológica. Por fim, a política de "potência de bem-estar" realizada pelo Estado, aperfeiçoada por Bismarck. Tal política era responsável pela forte presença do Estado na Economia, permitindo o crescimento qualitativo e quantitativo das ferrovias, serviços postais e telegráficos, e também propiciando bases para o alto nível de instrução da elite.
A Indústria Alemã foi caracterizada principalmente pela indústria química e elétrica. A indústria química favorecida pelo forte investimento em pesquisa e desenvolvimento e pela disponibilidade de matérias-primas. Já a indústria elétrica, responsável pela invenção do dínami e a lâmpada elétrica de filamento branco, foi de vital importância para o êxito alemão. Com destaque também temos a indústria naval e também as indústrias de base que foram fomentadas anteriormente pelo governo prussiano.
Porém, é importante notar que, embora a industrialização alemã seja considerada de grande êxito, ainda uma grande parte da Alemanha ainda apresentava características pré-industriais. Tal fato pode ser visto através da grande atividade agrícola e da sobrevivência de artesões que perduram até os dias atuais. A Alemanha fora também pioneira nos direitos sociais dos trabalhadores e tais políticas se sustentavam primeiro pelo fato da indústria ser financiada e protegida pelo Estado, o que faz com que os industriais fossem induzidos a aceitar tais políticas e também pelos interesses nacionais militaristas que se desenvolvia no processo industrial alemão. Tais interesses incluiam a segurança bélica do Estado Alemão e a expansão do mercado para as indústrias alemães. Estes fatores são fundamentais no entendimento das crises políticas e das guerras que se seguiram
Conclusão
O processo de industrialização alemão foi um processo rápido e que foi impulsionado por objetivos específicos do Estado Alemão. Não sendo caracterizada pelo liberalismo econômico e sim pelo protecionismo estatal, permitiu a condução do processo no sentido de suprir interesses da nação alemã (representada no Reich = império/república). Somada a isso, ao entrar direto da chamada "segunda revolução industrial", permite competir em condições iguais com seus principais concorrentes que também só estavam chegando naquele momento à indústria dp aço, da eletricidade e da química.
A política interna, com a existência de social-democratas, socialistas e comunistas, obrigavam a Alemanha é dar passos importantes na condição de igualdades sociais e o papel centralizador do Estado na condução da política econômica nos aproximam de que a Alemanha fora o embrião do Welfare State (Estado de bem estar social) e do estado intervencionista teorizado posteriormente por Keynes em seu livro "Teoria Geral do Emprego, do Juro e do Dinheiro."
Com as derrotas nas duas Grandes Guerras, o Estado Alemão e sua indústria ficou bastante enfraquecido, no entanto a êxito da política industrial foi tamanho que permitiu o reerguimento da potência posteriormente. Hoje a Alemanha é a grande potência industrial da Europa, com vantagem sobre Ingleses, franceses e Italianos, sendo o Vale do Ruhr o principal pólo industrial Europeu até os dias atuais.